By JUDY SIEGEL REHOVOT (01/Julho) -
Cientistas do Instituto Weizmann de Israel conseguiram restaurar parcialmente o movimento das patas traseiras de ratos cujas medulas haviam sido seccionadas.
Os resultados desse experimentos, considerados promissores pelos cientistas, foram publicados na edição de julho do respeitado jornal Nature Medicine.
Esses resultados, obtidos somentente em ratos, requerem pesquisas adicionais para que o novo tratamento esteja disponível para humanos.
Estas descobertas aumentam as esperanças dos para e tetraplágicos quanto ao desenvolvimento de terapias que lhes ofereçam melhoras em sua funções neurológicas.
Os cientistas afirmam que planejam realizar experimentos clínicos em seres humanos após terem conduzido experimentos em animais cujas medulas tenham sido lesionadas parcialmente, como ocorre na maioria dos casos em humanos.
Certas espécies animais como alguns peixes, são capazes de reparar tanto a medula quanto o cérebro após uma lesão, restaurando as funções perdidas.
Nos mamíferos porém, inclusive os humanos, isso não ocorre, apenas seus nervos periféricos são capazes de se regenerar.
Com isso, as vítimas de lesão, tanto na medula quanto no cérebro, têm sequelas permanentes. Segundo a Dra. Schwartz, que trabalha há 15 anos no campo da regeneração nervosa, essa incapacidade dos mamíferos em restaurar naturalmente o seu sistema nervoso central pode ter sido a consequência da evolução de mecanismos necessários aos mamíferos para proteger o seu cérebro do seu próprio sistema imune.
Embora as células do sistema imunológico normalmente ajudam a reparar os tecidos danificados, caso chegassem ao cérebro essas células poderiam interromper a dinâmica e complexa rede de neurônios que ali se desevolvem.
Embora uma equipe de pesquisadores na Suécia, por exemplo, tenha restaurado alguma atividade em ratos paralisados através do implante de nervos periféricos nas medulas seccionadas, a técnica do Insituto Weizmann é bastante promissora e inovadora por promover nos animais um mecanismo de auto-reparação e oferecer a opção de usar para tal fim as células do próprio indivíduo.
A divisão de transferência de tecnologia do instituto, Yeda Research and Development Company, solicitou patente para o novo tratamento.
Ela também assinou um acordo de licenceamento com a Proneuron Biotechnology Ltd., uma companhia nova no parque industrial Kiryat Weizmann, vizinho ao instituto.

Origem: Journal of the International Medical Society of Paraplegia (March, 1998)